Uma Base Bíblica para o Ministério de Restauração de Almas

abril 29, 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

A seguir veremos, de forma resumida e apenas esboçada, três aspectos da base bíblica quanto ao ministério de restauração:

  1. O Antigo Testamento
  2. A missão de Jesus Cristo e a Nossa
  3. O Ensino de Paulo e Pedro

1. O Antigo Testamento

A. Os nomes de Deus expressam Seu caráter: Jeová-Rafa : “Sou o Senhor que te sara” (Êx 15.26)

B. “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14). Este famoso versículo fala de um processo coletivo de restauração com quatro elementos do que nós precisamos fazer e que ainda hoje funcionam; como também três aspectos do amor de Deus para com seu povo que procura restauração.

C. O livro de Isaías se divide em duas partes: a) Capítulos 1-39 sobre condenação e julgamento e b) Capítulos 40-66 sobre consolo e restauração. Aspetos da restauração surgem de muitas formas nesta segunda parte. A leitura, na atitude de ouvir o Pai falando para nós, pode ser uma forma poderosa em que Deus ministra cura. Segue uma das muitas passagens lindas dessa segunda parte, citando partes da versão Atualizada (neste caso em itálico) e partes da Bíblia Viva (em letra normal). Deixe o Espírito de Deus ministrar para você através de uma leitura em voz alta e pausada.

“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, (aos desanimados e aflitos), enviou-me a curar os quebrantados de coração (os que tem o coração partido), a proclamar libertação aos cativos (aos presos) e a pôr em liberdade os algemados. Ele me mandou anunciar a chegada do dia em que o Senhor vai mostrar a todos a sua graça, e também o dia em que Deus vai Se vingar de Seus inimigos. Ele Me mandou consolar os que estão chorando, e dar a todos os que estão de luto em Israel, uma bela coroa em vez de cinzas sobre a cabeça, perfume de alegria em vez de lágrimas de tristeza no rosto, roupas de festa e louvor em vez de um espírito triste e abatido (angustiado). Porque o Senhor vai plantar esse povo; eles serão fortes e belos como carvalhos, e darão glória a Ele. Eles vão reconstruir, edificarão os lugares antigamente assolados, restaurarão os de antes destruídos, e renovarão as cidades arruinadas, destruídas de geração em geração (Isaías 61.1-4 – ERA e BV).

D. Existem muitos outros textos no Antigo Testamento que falam sobre restauração. Diversos deles são citados nos livros: Introdução à Restauração da Alma, Aprofundando a Cura Interior Através de Grupos de Apoio, Volumes 1 e 2 do David Kornfield, como indicado no Índice de Versículos ao final desse último livro, inclusive vários do Antigo Testamento.

2. A Missão de Jesus Cristo e a Nossa

Daremos continuidade ao assunto vendo a interpretação que Jesus fez de Isaías 61.1-4 em Lucas 4.18, 19 (NVI).
O Espírito do Senhor está sobre mim porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor .

Anote algumas perguntas ou observações quanto às frases que chamam sua atenção. Os versículos a seguir indicam que esta missão de Jesus não terminou com sua vida ou morte aqui na terra.

Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. . . Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles ” (João 17.18, 20).

Segundo estes versículos, você tem sido enviado como Jesus foi enviado? Sim/Não.

Jesus foi enviado para cumprir Lc 4.18-19 (e Is 61.1-4). Você também tem essa missão? Sim/Não

3. Outro versículo parecido diz:

Novamente Jesus disse: “Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. E com isso, soprou sobre eles e disse: “Recebam o Espírito Santo. Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados” (João 20.21-23).

Observações:

  • Percebemos que a missão dos verdadeiros discípulos é o mesmo que o de Cristo.
  • Vemos também, como em Lucas 4.18, 19, que para cumprir nossa missão, pela qual fomos enviados, dependemos da ação (orientação e unção) do Espírito Santo.
  • O coração desta missão está ligado ao perdão (e conseqüentemente à reconciliação). Nós, os enviados, somos agentes das boas novas de salvação, libertação e restauração que atinge todos os aspetos do ser humano: seu corpo, alma e espírito.
  • Se optarmos em não sermos tais agentes, conseqüentemente bloquearemos o fluir do Espírito e do perdão, é possível que pessoas não receberão a graça que tanto precisam (pelo menos não na hora que poderíamos haver estendido a mesma para eles).

Tome cinco minutos para escrever o que Deus está dizendo para você em relação a Lc 4.18, 19 e os versículos citados em João acima. Releia todos as três passagens e então fique quieto para ouvir o que Deus está dizendo. Depois anote o que você está ouvindo ou as suas reflexões.

O capítulo três do livro Introdução à Restauração da Alma acrescenta à base bíblica indicada aqui, especialmente sobre o ministério e a perspectiva de Jesus.

3. O Ensino de Paulo e Pedro

Romanos 7- 8 é a passagem que classicamente descreve dois momentos na vida cristã: da derrota (7.14-26) e da vitória (capítulo 8).

A. O momento da derrota

  1. “Sou carnal” (v. 14, ERA). Neste momento a pessoa age como um animal, dominado por sua carne, satisfazendo seu corpo e os desejos da carne. A identidade de ser pecador (carnal) é mais real e poderoso do que a nova identidade em Cristo de ser santo.
  2. “Vendido à escravidão do pecado” (v. 14). De forma parecida, um pouco depois, Paulo diz que ele é “prisioneiro da lei do pecado” ( v. 23). Esta pessoa vive em escravidão. Ele não tem controle sobre o pecado. O pecado tem controle sobre ele.
  3. “Miserável” (v. 24). Esta pessoa não tem esperança de ser liberta.

B. O momento da vitória

  1. “Agora já não há condenação” (v. 1, NVI). A pessoa vitoriosa está livre da condenação, especialmente da auto-condenação, como também do temor do julgamento de outras pessoas.
  2. Livre da lei do pecado e da morte (v. 2). Esta pessoa não está mais sob o domínio do pecado. É como um soldado que deu baixa do exército e saindo do quartel viu seu sargento. Começa a fazer continência e fica momentaneamente a disposição do sargento. Mas de repente lembra que ele não está mais sob a autoridade do exército. Com um sorriso grande, e andando a vontade, ele passa pelo sargento com um “Oi, tudo bem?” e continua andando sem nem se preocupar com a resposta de sua pergunta.
  3. Não vivendo segundo a carne mas segundo o Espírito (vv. 4-13). Os que têm a identidade de pecador, vivem em Romanos 7. Os que têm a identidade de santo, vivem em Romanos 8.
  4. Fazendo morrer os atos carnais (v. 13). Existe guerra, mas é a guerra de um vitorioso. Não é a guerra de alguém sem esperança que já sabe que vai perder.
  5. Tendo um espírito de adoção que nos leva à intimidade com Deus como nosso Pai ( vv. 14-17). A pessoa vitoriosa desfruta da segurança, confiança e intimidade de relacionar-se com Deus como um Pai amoroso e bom. Isto é difícil para alguém que não teve um pai amoroso. Pode também ser difícil para alguém que nasceu em berço evangélico e foi criado como servo de Deus, desenvolvendo uma identidade de servo, não de filho.

De forma parecida, nós como crentes não estamos mais sob a autoridade do reino de Satanás, nosso velho exército. Infelizmente, esquecemos disso ou às vezes achamos, como o povo de Israel no deserto, que seria melhor voltar à velha forma de vida e acabamos escolhendo o pecado. Mas essa escolha, apesar de errada, não é a mesma coisa que estar sob a autoridade e domínio do pecado.

Poucas pessoas entendem que podemos discernir três momentos em Romanos 7 e 8 e não apenas duas. Além da derrota e da vitória descritas acima, existe um terceiro momento: o de sofrimento e fraqueza (8.17-27). Este estudo é elaborado no Manual para Equipes de Cura Interior, Capítulo 1.

Vejamos com mais detalhes, sete características de alguém que está vivendo neste terceiro momento, o de sofrimento e fraqueza. Esta pessoa:

  1. Sofre (vv. 17-18) Hb 2.10; Rm 8.1-5; Tg 1.2-4
  2. Confia que a glória de Deus será revelada nela (vv. 17-21) 2 Co 3.18; Fp 1.6
  3. Geme e sente dor profunda (vv. 22-23) Fp 3.12; Is 6; 2 Co 10.4-6
  4. Tem esperança (vv. 23-25) “Esperança é a ardente e inabalável expectativa de receber algo ainda não visível, mas garantido” Rm 8.18-25. Cl 1.27 “Cristo em nós, a esperança da glória! ” Jó 19.25 “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra .”
  5. Sente fraqueza (v. 26) Esta fraqueza é diferente de pecado (pelo qual somos responsáveis) e também de doença (pela qual não somos responsáveis). 2 Co 12.7-10
  6. Não sabe como orar (vv. 26, 27)
  7. Experimenta o Espírito intercedendo por ela (vv. 26-27) Tg 4.14-16

Muitas pessoas que passam por este momento (que pode demorar horas, semanas ou anos) não entendem que existe um terceiro momento da vida cristã. Por entender apenas dois momentos e saber que não estão no momento vitorioso se julgam derrotados. Mas a vida de sofrimento e fraqueza descrita em Romanos 8 é parte íntegra da vida no Espírito. O final de Romanos 8, começando em versículo 28, descreve segredos que levam alguém que está vivendo este terceiro momento, a ser vitorioso no meio do mesmo e não apenas quando esse momento passa.

Vejamos outra passagem:

“Porque, se estas qualidades (do caráter de Cristo) existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês sejam inoperantes e improdutivos (inativos e infrutuosos – ERA) no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Todavia, se alguém não as tem (não tem as qualidades do caráter cristão nos versículos anteriores), está cego, só vê o que está perto, esquecendo-se da purificação dos seus antigos pecados” (2 Pe 1.8, 9 – NVI).

Muitos crentes são inativos e infrutíferos ou improdutivos. A razão é cegueira, especialmente cegueira de negar ou ignorar o efeito de nossos antigos pecados. Poderíamos ampliar isso, dizendo também antigas feridas. Quando conseguimos realmente entregar estas áreas a Jesus e experimentar um “pleno conhecimento” dEle estar presente no meio de toda essa dor e tristeza, podemos ser purificados ou santificados dessas raízes que nos impediram por tanto tempo. A cura interior é apenas a santificação do passado.

Falamos de sete qualidades da vida de sofrimento e fraqueza. Para concluir, e para aplicar o ensino acima, dê uma nota a si mesmo de 0 a 10 nessas qualidades. As sete compõem o perfil de uma pessoa vivendo o momento de sofrimento e fraqueza, tendo a possibilidade de fazer isso no Espírito. Se você simplesmente não se identifica com algum item, coloque uma barra indicando que um número não é indicado nesse caso.

  1. ____ Estou sofrendo (se for muito, coloque um número alto).
  2. ____ Estou confiante que a glória de Deus será revelada em mim durante e ao final de meus sofrimentos.
  3. ____ Sinto dor, às vezes sentindo desejo de chorar ou gemer.
  4. ____ Tenho esperança, uma ardente e inabalável expectativa de que minha vida melhorará.
  5. ____ Sinto fraqueza.
  6. ____ Não sei como orar para superar o sofrimento ou a fraqueza.
  7. ____ O Espírito intercede por mim, especialmente por meio de outros irmãos com quem eu tenho compartilhado minhas fraquezas.

Procure alguém com quem pode compartilhar este estudo e as notas que mais lhe preocupam na lista acima. Orem juntos, separando tempo para ouvir a Deus no meio disso.

Extraído do Site: www.mapi-sepal.org.br

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Introdução à Restauração da Alma. O que é?

abril 29, 2008

Abaixo, segue um perfil do que a Restauração da Alma não é, resumindo muitos dos conceitos errados quanto a ela. O que segue é adaptado do primeiro capítulo do livro do David Kornfield, Introdução à Restauração da Alma, Editora Vida.

 A) A restauração da alma não é algo recebido automaticamente quando recebemos a Jesus como nosso Salvador e Senhor. Nosso corpo não é transformado quando somos salvos. Nosso Q.I. não dá um pulo. Igualmente, nossos problemas emocionais, nossas feridas e traumas do passado não somem simplesmente. Alguns pastores ensinam que o crente não tem mais problemas, que a nova identidade em Cristo automaticamente o transforma totalmente. Isso não corresponde à realidade. Nosso espírito realmente é novo, somos nascidos de novo a nível de nosso espírito e somos santos! Ao mesmo tempo, nossa alma precisa de santificação que é um processo contínuo até vermos a Jesus face a face. A alma tem sido definida de forma clássica como a vontade, a mente e as emoções. Essa mente precisa ser renovada (Rm 12.1), a vontade precisa ser alinhada com Jesus dia após dia (Lc 9.23) e as emoções transformadas também a cada dia (Ef 4.25-31). Se tudo fosse transformado automaticamente quando recebêssemos Jesus, Paulo nem haveria escrito todas as suas cartas!

B) A restauração da alma não é algo recebido automaticamente quando somos batizados ou ungidos pelo Espírito Santo. O Espírito Santo nos dá mais poder, sentimos o renovo em nosso espírito, mas ainda precisamos de um processo de cura/restauração que atinja nossas feridas. Caráter não vem através de unção. Infelizmente muitos, até pastores e líderes, tem mais unção do que caráter. A vida cristã envolve toda a disciplina de uma atleta (1 Co 9.19-23). Igual ao atleta, músico ou qualquer outro que demonstra graça especial, nós nunca chegamos ao ponto em que não precisamos nos dedicar às disciplinas básicas de um discípulo. Ser ungido não quer dizer que agora somos exemplo do esforço e disciplina cristã quanto à santificação. A cura emocional, na verdade, é a santificação aplicada ao passado.

C) A restauração da alma não vem por meio de reconhecer nossa necessidade dela. Isso é o primeiro passo, sem dúvida. Porém, da mesma forma que uma pessoa reconhecer que tem câncer não resolve o problema; da mesma forma, simplesmente reconhecer que temos traumas emocionais não é suficiente. Precisamos nos responsabilizar para procurar uma ajuda, aconselhamento ou tratamento que esteja a altura de nossas carências.

D) A restauração da alma não é algo que recebemos quando alguém faz uma oração especial por nós, ainda que essa pessoa tenha dons especiais. A oração de outros normalmente é indispensável na cura, mas ela também requer a nossa participação. Repetidas vezes encontramos pessoas que passaram por uma ministração de libertação ou cura sem ver mudanças significativas. Quando perguntamos, descobrimos que foram passivas, ficando quietas enquanto que outras pessoas oravam e ministravam. Quando ministramos de novo, nesta vez a pessoa assumindo um papel ativo, as mudanças após a ministração são notáveis.

E) A restauração da alma normalmente não vem em um ou dois encontros, se a pessoa estiver seriamente ferida ou traumatizada. Requer um processo sério de meses ou anos, dependendo do trauma da pessoa e a seriedade com a qual ela se entrega a sua restauração. Às vezes, vem em diferentes etapas, segundo o que estamos prontos a suportar. Jesus é muito sensível às nossas limitações. É como alguém que vai passar por uma cirurgia e precisa de um certo nível de saúde para sobreviver. Assim, a pessoa traumatizada muitas vezes nem reconhece o nível de sua doença emocional, até saber que tem em Deus, suficiente força para agüentar a cirurgia emocional. Depois de três anos com os discípulos, Jesus falou “Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora” (João 16.12).

Nós temos aprendido a não ministrar cura para pessoas que não tem demonstrado seriedade quanto à restauração de suas vidas. Apenas ministramos para pessoas em grupos de apoio, porque quando a ministração é divina, o processo de firmar o que Deus fez precisa de uma caminhada longa e séria com o apoio de pessoas comprometidas com a nossa restauração. Normalmente o efeito de uma ministração sem seguimento e apoio sério acaba sumindo dentro de algumas semanas.

F) A restauração da alma tipicamente não é algo ministrado por um psicólogo, ainda que passemos por meses de aconselhamento. O psicólogo ou psiquiatra pode ajudar-nos a entender verdades chaves para nossas vidas, mas, com algumas exceções, é mais um facilitador do que um conselheiro que entra ativamente na alma da pessoa e acompanha, de dentro para fora, a dor e o mover curador do Espírito. O psicólogo normalmente trabalha a nível horizontal, através de conversa, ajudando a pessoa a se entender. A restauração da alma trabalha a nível vertical, através de um encontro divino, ajudando a pessoa a experimentar Jesus como nunca antes na área de suas dores e feridas.

Ao mesmo tempo, esclarecemos que os que ministram na área de cura interior e no ministério de restauração devem fazer todo o possível para ter o apoio de um psicólogo ou psiquiatra que conheça as dinâmicas do Espírito. Nós precisamos saber quando os problemas que estamos enfrentando vão além de nossa sabedoria e capacidade. Devemos ter alguém a quem possamos consultar e também indicar pessoas com problemas com os quais não estamos habilitados a trabalhar.

O que, então, é restauração da alma?! Deixe-me propor uma definição.

  1. Reconhecer nossas feridas, defesas e responsabilidades;
  2. Receber o perdão e a libertação de Deus; e
  3. Poder transmitir o mesmo para os que nos machucaram e abusaram de nós.

Quais comentários ou perguntas vêm a sua mente ao ler esta definição? Anote suas idéias e procure uma forma de compartilha-las com alguém, sua família ou um grupo pequeno.

Examinemos brevemente cada frase da definição.

  1. A restauração:
    • da esperança daquele que pensou que estava perdido.
    • dos propósitos de Deus.
    • dos relacionamentos que Ele sempre quis para nós.
    • do amor e alegria pelos quais fomos criados (e para os quais fomos criados!)
    • da imagem de Deus.
    • da glória de Deus. Cristo em nós. . . a esperança da glória!

    Restauração! Que palavra mais bela. Quantas coisas lindas estão embutidas nessa única palavra! Glória a Deus! Ele nos tem restaurado. E está nos restaurando. E nos restaurará completamente quando o virmos face a face!

  2. A restauração da alma ferida
    • pelos que demandaram e sugaram, quando deviam nutrir e suprir.
    • pelos que nos acusaram e nos abandonaram, quando esperávamos encorajamento e lealdade.
    • pelos que nos atacaram e abusaram, quando Deus os colocou para nos proteger e defender.
    • pelos que controlaram e manipularam, quando o chamado deles foi amar e servir.
    • pelos que nos afastaram de Deus, deixando-nos duvidando dEle, quando deveriam ser espelho e representantes dEle.

    Feridas profundas que só Deus pode curar, almas que só Ele pode restaurar.

  3. A restauração da alma ferida por meio de:
    • reconhecer nossas feridas, defesas e responsabilidades:
      • admitindo que essas coisas terríveis aconteceram e aceitando a imensa dor que causaram.
      • entendendo as barreiras ao amor e graça que construímos através dos anos, os muros atrás dos quais nos escondemos.
      • confessando nossa ira, nosso medo, nossa inabilidade de perdoar, nossas acusações (conscientes ou inconscientes) de que Deus nos abandonou em nossos momentos de necessidade.
    • experimentar Jesus levando sobre si essas feridas:
      • estando conosco nesse momento de trauma.
      • sentindo nossa dor conosco.
      • assumindo essas feridas.
      • protegendo-nos no meio do ataque.
      • perdoando os violentos, os opressores e os abusadores.
      • como o Justo e a quem pertence a vingança.

    Sublinhe as frases nesta leitura de Isaías 53.2b-5 que expressam que Jesus participou dos momentos mais terríveis pelos quais você tem passado:

Ele (Jesus) não era bonito nem simpático, nem tinha nenhuma beleza que chamasse a nossa atenção ou que nos agradasse. Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos. No entanto era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu. Isaías 53.2b-5 (BLH)

  • Receber o perdão e a libertação de Deus. Recebendo:
    • perdão por deixarmo-nos afastar de Deus, de outros e de nós mesmos.
    • perdão por não acreditar no amor e na graça de Deus em relação a essa(s) pessoa(s).
    • libertação de nossas emoções angustiantes.
    • libertação de barreiras e fraquezas que não conseguimos superar.
    • libertação para renovar uma intimidade com Deus e com outros que havíamos perdido.
  • Poder transmitir o mesmo para os que nos machucaram e abusaram de nós, como na oração de Francisco de Assis:

    “Senhor, faça-me um instrumento de Sua paz.
    Onde houver ódio, permita-me semear amor;
    Onde houver ferida, perdão;
    Onde houver dúvida, fé;
    Onde houver desespero, esperança;
    Onde houver escuridão, luz;
    E onde houver tristeza, alegria.
    Senhor, permita que eu possa procurar mais
    Consolar do que ser consolado,
    Entender do que ser entendido,
    Amar do que ser amado,
    Porque é no dar que recebemos,
    No perdoar que somos perdoados,
    E no morrer que acordamos para a vida eterna.”

Encorajamos você a entrar num momento especial de oração expressando para Deus o que estiver sentindo.

Conteúdo extraído do Site: www.mapi-sepal.org.br

Apresentação

abril 29, 2008

Henrique Furtado é Pastor da Primeira Igreja Batista em Icoaraci – Belém/PA, Casado com Pra. Luana Furtado e têm uma filha, Ana Luiza. Vivem no trabalho ministerial de ajuda nas Igrejas ministrando aulas de Introdução à Restauração da Alma. Atualmente, encontram-se na PIBI no transcurso dessas aulas toda Segunda-feira. ( Turma Fechada ).