Uma Base Bíblica para o Ministério de Restauração de Almas

 

 

 

 

 

 

 

 

A seguir veremos, de forma resumida e apenas esboçada, três aspectos da base bíblica quanto ao ministério de restauração:

  1. O Antigo Testamento
  2. A missão de Jesus Cristo e a Nossa
  3. O Ensino de Paulo e Pedro

1. O Antigo Testamento

A. Os nomes de Deus expressam Seu caráter: Jeová-Rafa : “Sou o Senhor que te sara” (Êx 15.26)

B. “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14). Este famoso versículo fala de um processo coletivo de restauração com quatro elementos do que nós precisamos fazer e que ainda hoje funcionam; como também três aspectos do amor de Deus para com seu povo que procura restauração.

C. O livro de Isaías se divide em duas partes: a) Capítulos 1-39 sobre condenação e julgamento e b) Capítulos 40-66 sobre consolo e restauração. Aspetos da restauração surgem de muitas formas nesta segunda parte. A leitura, na atitude de ouvir o Pai falando para nós, pode ser uma forma poderosa em que Deus ministra cura. Segue uma das muitas passagens lindas dessa segunda parte, citando partes da versão Atualizada (neste caso em itálico) e partes da Bíblia Viva (em letra normal). Deixe o Espírito de Deus ministrar para você através de uma leitura em voz alta e pausada.

“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, (aos desanimados e aflitos), enviou-me a curar os quebrantados de coração (os que tem o coração partido), a proclamar libertação aos cativos (aos presos) e a pôr em liberdade os algemados. Ele me mandou anunciar a chegada do dia em que o Senhor vai mostrar a todos a sua graça, e também o dia em que Deus vai Se vingar de Seus inimigos. Ele Me mandou consolar os que estão chorando, e dar a todos os que estão de luto em Israel, uma bela coroa em vez de cinzas sobre a cabeça, perfume de alegria em vez de lágrimas de tristeza no rosto, roupas de festa e louvor em vez de um espírito triste e abatido (angustiado). Porque o Senhor vai plantar esse povo; eles serão fortes e belos como carvalhos, e darão glória a Ele. Eles vão reconstruir, edificarão os lugares antigamente assolados, restaurarão os de antes destruídos, e renovarão as cidades arruinadas, destruídas de geração em geração (Isaías 61.1-4 – ERA e BV).

D. Existem muitos outros textos no Antigo Testamento que falam sobre restauração. Diversos deles são citados nos livros: Introdução à Restauração da Alma, Aprofundando a Cura Interior Através de Grupos de Apoio, Volumes 1 e 2 do David Kornfield, como indicado no Índice de Versículos ao final desse último livro, inclusive vários do Antigo Testamento.

2. A Missão de Jesus Cristo e a Nossa

Daremos continuidade ao assunto vendo a interpretação que Jesus fez de Isaías 61.1-4 em Lucas 4.18, 19 (NVI).
O Espírito do Senhor está sobre mim porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor .

Anote algumas perguntas ou observações quanto às frases que chamam sua atenção. Os versículos a seguir indicam que esta missão de Jesus não terminou com sua vida ou morte aqui na terra.

Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. . . Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles ” (João 17.18, 20).

Segundo estes versículos, você tem sido enviado como Jesus foi enviado? Sim/Não.

Jesus foi enviado para cumprir Lc 4.18-19 (e Is 61.1-4). Você também tem essa missão? Sim/Não

3. Outro versículo parecido diz:

Novamente Jesus disse: “Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. E com isso, soprou sobre eles e disse: “Recebam o Espírito Santo. Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados” (João 20.21-23).

Observações:

  • Percebemos que a missão dos verdadeiros discípulos é o mesmo que o de Cristo.
  • Vemos também, como em Lucas 4.18, 19, que para cumprir nossa missão, pela qual fomos enviados, dependemos da ação (orientação e unção) do Espírito Santo.
  • O coração desta missão está ligado ao perdão (e conseqüentemente à reconciliação). Nós, os enviados, somos agentes das boas novas de salvação, libertação e restauração que atinge todos os aspetos do ser humano: seu corpo, alma e espírito.
  • Se optarmos em não sermos tais agentes, conseqüentemente bloquearemos o fluir do Espírito e do perdão, é possível que pessoas não receberão a graça que tanto precisam (pelo menos não na hora que poderíamos haver estendido a mesma para eles).

Tome cinco minutos para escrever o que Deus está dizendo para você em relação a Lc 4.18, 19 e os versículos citados em João acima. Releia todos as três passagens e então fique quieto para ouvir o que Deus está dizendo. Depois anote o que você está ouvindo ou as suas reflexões.

O capítulo três do livro Introdução à Restauração da Alma acrescenta à base bíblica indicada aqui, especialmente sobre o ministério e a perspectiva de Jesus.

3. O Ensino de Paulo e Pedro

Romanos 7- 8 é a passagem que classicamente descreve dois momentos na vida cristã: da derrota (7.14-26) e da vitória (capítulo 8).

A. O momento da derrota

  1. “Sou carnal” (v. 14, ERA). Neste momento a pessoa age como um animal, dominado por sua carne, satisfazendo seu corpo e os desejos da carne. A identidade de ser pecador (carnal) é mais real e poderoso do que a nova identidade em Cristo de ser santo.
  2. “Vendido à escravidão do pecado” (v. 14). De forma parecida, um pouco depois, Paulo diz que ele é “prisioneiro da lei do pecado” ( v. 23). Esta pessoa vive em escravidão. Ele não tem controle sobre o pecado. O pecado tem controle sobre ele.
  3. “Miserável” (v. 24). Esta pessoa não tem esperança de ser liberta.

B. O momento da vitória

  1. “Agora já não há condenação” (v. 1, NVI). A pessoa vitoriosa está livre da condenação, especialmente da auto-condenação, como também do temor do julgamento de outras pessoas.
  2. Livre da lei do pecado e da morte (v. 2). Esta pessoa não está mais sob o domínio do pecado. É como um soldado que deu baixa do exército e saindo do quartel viu seu sargento. Começa a fazer continência e fica momentaneamente a disposição do sargento. Mas de repente lembra que ele não está mais sob a autoridade do exército. Com um sorriso grande, e andando a vontade, ele passa pelo sargento com um “Oi, tudo bem?” e continua andando sem nem se preocupar com a resposta de sua pergunta.
  3. Não vivendo segundo a carne mas segundo o Espírito (vv. 4-13). Os que têm a identidade de pecador, vivem em Romanos 7. Os que têm a identidade de santo, vivem em Romanos 8.
  4. Fazendo morrer os atos carnais (v. 13). Existe guerra, mas é a guerra de um vitorioso. Não é a guerra de alguém sem esperança que já sabe que vai perder.
  5. Tendo um espírito de adoção que nos leva à intimidade com Deus como nosso Pai ( vv. 14-17). A pessoa vitoriosa desfruta da segurança, confiança e intimidade de relacionar-se com Deus como um Pai amoroso e bom. Isto é difícil para alguém que não teve um pai amoroso. Pode também ser difícil para alguém que nasceu em berço evangélico e foi criado como servo de Deus, desenvolvendo uma identidade de servo, não de filho.

De forma parecida, nós como crentes não estamos mais sob a autoridade do reino de Satanás, nosso velho exército. Infelizmente, esquecemos disso ou às vezes achamos, como o povo de Israel no deserto, que seria melhor voltar à velha forma de vida e acabamos escolhendo o pecado. Mas essa escolha, apesar de errada, não é a mesma coisa que estar sob a autoridade e domínio do pecado.

Poucas pessoas entendem que podemos discernir três momentos em Romanos 7 e 8 e não apenas duas. Além da derrota e da vitória descritas acima, existe um terceiro momento: o de sofrimento e fraqueza (8.17-27). Este estudo é elaborado no Manual para Equipes de Cura Interior, Capítulo 1.

Vejamos com mais detalhes, sete características de alguém que está vivendo neste terceiro momento, o de sofrimento e fraqueza. Esta pessoa:

  1. Sofre (vv. 17-18) Hb 2.10; Rm 8.1-5; Tg 1.2-4
  2. Confia que a glória de Deus será revelada nela (vv. 17-21) 2 Co 3.18; Fp 1.6
  3. Geme e sente dor profunda (vv. 22-23) Fp 3.12; Is 6; 2 Co 10.4-6
  4. Tem esperança (vv. 23-25) “Esperança é a ardente e inabalável expectativa de receber algo ainda não visível, mas garantido” Rm 8.18-25. Cl 1.27 “Cristo em nós, a esperança da glória! ” Jó 19.25 “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra .”
  5. Sente fraqueza (v. 26) Esta fraqueza é diferente de pecado (pelo qual somos responsáveis) e também de doença (pela qual não somos responsáveis). 2 Co 12.7-10
  6. Não sabe como orar (vv. 26, 27)
  7. Experimenta o Espírito intercedendo por ela (vv. 26-27) Tg 4.14-16

Muitas pessoas que passam por este momento (que pode demorar horas, semanas ou anos) não entendem que existe um terceiro momento da vida cristã. Por entender apenas dois momentos e saber que não estão no momento vitorioso se julgam derrotados. Mas a vida de sofrimento e fraqueza descrita em Romanos 8 é parte íntegra da vida no Espírito. O final de Romanos 8, começando em versículo 28, descreve segredos que levam alguém que está vivendo este terceiro momento, a ser vitorioso no meio do mesmo e não apenas quando esse momento passa.

Vejamos outra passagem:

“Porque, se estas qualidades (do caráter de Cristo) existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês sejam inoperantes e improdutivos (inativos e infrutuosos – ERA) no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Todavia, se alguém não as tem (não tem as qualidades do caráter cristão nos versículos anteriores), está cego, só vê o que está perto, esquecendo-se da purificação dos seus antigos pecados” (2 Pe 1.8, 9 – NVI).

Muitos crentes são inativos e infrutíferos ou improdutivos. A razão é cegueira, especialmente cegueira de negar ou ignorar o efeito de nossos antigos pecados. Poderíamos ampliar isso, dizendo também antigas feridas. Quando conseguimos realmente entregar estas áreas a Jesus e experimentar um “pleno conhecimento” dEle estar presente no meio de toda essa dor e tristeza, podemos ser purificados ou santificados dessas raízes que nos impediram por tanto tempo. A cura interior é apenas a santificação do passado.

Falamos de sete qualidades da vida de sofrimento e fraqueza. Para concluir, e para aplicar o ensino acima, dê uma nota a si mesmo de 0 a 10 nessas qualidades. As sete compõem o perfil de uma pessoa vivendo o momento de sofrimento e fraqueza, tendo a possibilidade de fazer isso no Espírito. Se você simplesmente não se identifica com algum item, coloque uma barra indicando que um número não é indicado nesse caso.

  1. ____ Estou sofrendo (se for muito, coloque um número alto).
  2. ____ Estou confiante que a glória de Deus será revelada em mim durante e ao final de meus sofrimentos.
  3. ____ Sinto dor, às vezes sentindo desejo de chorar ou gemer.
  4. ____ Tenho esperança, uma ardente e inabalável expectativa de que minha vida melhorará.
  5. ____ Sinto fraqueza.
  6. ____ Não sei como orar para superar o sofrimento ou a fraqueza.
  7. ____ O Espírito intercede por mim, especialmente por meio de outros irmãos com quem eu tenho compartilhado minhas fraquezas.

Procure alguém com quem pode compartilhar este estudo e as notas que mais lhe preocupam na lista acima. Orem juntos, separando tempo para ouvir a Deus no meio disso.

Extraído do Site: www.mapi-sepal.org.br

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